* Elas resistem a ataques nucleares

Só que não. O mito provavelmente surgiu na década de 1960, com o relato nunca confirmado de que baratas teriam sobrevivido às bombas de Hiroshima e Nagasaki.

É verdade que, comparadas com não-insetos, elas são resistentes: por terem poucas células que se dividem lentamente, conseguem consertar alguns problemas causados pela radiação.

Mas outros seres vivos são muito mais resistentes, como certas algas, musgos e bactérias.

E até alguns insetos são mais fortes: enquanto a barata americana aguenta até 20 mil rads (unidade de radiação absorvida), o caruncho de madeira aguenta 48 mil, e a mosca-das-frutas, 64 mil.

Uma bomba como a de Hiroshima tem 34 mil rads. Ou seja, elas não sobreviveriam.

* Elas sobrevivem sem cabeça

Além de conseguir ficar até um mês sem comer nada e semanas sem ingerir água, o inseto ainda é capaz de sobreviver por vários dias sem a cabeça.

É que suas principais estruturas vitais ficam espalhadas pelo abdômen (incluindo as que permitem a respiração) e, caso percam a cabeça, um gânglio nervoso no tórax passa a coordenar os seus movimentos, permitindo que fujam das ameaças.

Como o seu corpo tem um revestimento de células sensíveis à luz, ela ainda pode localizar e correr para as sombras a fim de se proteger.

* Baratas transmitem doenças

Quase isso. Baratas não são transmissoras no sentido de serem o vetor causador.

Elas são “transportadoras” de várias doenças, pois carregam no corpo e patas bactérias, fungos e vírus.

Entre as doenças mais comuns, estão cólera, peste, febre tifoide, herpes, poliomielite e conjuntivite.

* Têm pouca visão

As baratas não são insetos com olhos privilegiados. São quase cegas.

A antena é seu grande diferencial: é por ela que as baratas sentem gostos, cheiros, detectar vibrações, mudanças de temperatura e umidade.

E é também por causa das antenas que elas conseguem sair correndo antes mesmo de você chegar até elas.

*  Baratas brancas?

É possível que você já tenha visto por ai uma barata sem cor, branca, toda esquisita.

Nesse estágio são chamadas de Barata-noiva ou barata descascada.

Mas elas são brancas? Uma outra espécie?

Nada disso. Essas baratas brancas, são as baratas que acabaram de fazer a muda (ecdise – parte da etapa de crescimento dos insetos) de pele, ainda não está com a sua cor definitiva e por isso está com uma cor muito clara.

* “Baratas-voadoras”

Para quem tem medo de baratas, nada dá mais desespero do que ver um voando em sua direção.

Mas calma, baratas são animais que preferem andar e grande parte de seus vôos são associados a períodos reprodutivos.

Algumas espécies de baratas inclusive nem têm asas.

A barata mais abundante nas grandes cidades, a Periplaneta americana, é uma das que possuem maior propensão a voar, por isso é  chamada de “barata-voadora”.

Ainda assim, os vôos se restringem a períodos reprodutivos, a mudanças climáticas como a possibilidade de chuvas, e em momentos de “desespero”.

Se você encurralar uma barata muito provavelmente ela vai sair voando em legítima defesa.

* Sangue de barata

Provavelmente você já ouviu alguém dizer que não tem sangue de barata. E não tem mesmo.

Essa expressão um pouco errônea é associada a pessoas que tem sangue e frio e não reage em situações desagradáveis ou ofensivas.

Mas as baratas, assim como todos os insetos, apresentam um tipo especial de sangue que é chamado de hemolinfa.

A hemolinfa  não apresenta pigmentos respiratórios (como hemoglobina ou hemocianina) e por isto é transparente.

Este líquido é bombeado pelo coração através de um sistema circulatório aberto ou lacunar e tem a função de transporte apenas de nutrientes e excreções.

Nesses animais, os gases respiratórios circulam por um sistema de tubos totalmente isolado do sistema circulatório que capta o ar do meio externo, levando-o diretamente aos tecidos.

Créditos: Teresa Nunes

DOSSIÊ DAS BARATAS

Existem 3500 espécies diferentes de baratas, porém apenas meia dúzia busca o convívio com o homem. As baratas são insetos de hábitos noturnos, saem de seus esconderijos em procura de água, de alimentos e para acasalar. As baratas andam pelo esgoto, contaminam alimentos pelo contato: com o corpo, com a saliva ou excremento e podem transmitir as seguintes doenças: tifo, disenteria, hepatite, alergia e envenenamento de alimentos. Elas produzem secreções (substâncias) odorosas, alterando sabor dos alimentos e impregnando o cheiro no ambiente; seus excrementos (fezes) e cascas provocam alergia. As baratas constroem microorganismos dentro do seu corpo que provocam lacrimejamento, irritação na pele e coriza. •Características da parte traseira = (^ ? Macho ? ? Fêmea). •O ciclo da barata passando pelo período de ninfa até se tornar reprodutora é de 30 dias PERIPLANETA AMERICANA: Também chamada barata de esgoto, normalmente é grande ? mede de 3 e 4 cm – cor: castanho avermelhado (cor de pinhão) as fêmeas prendem um estojo (ooteca) em superfície, sempre próximo a uma fonte de alimento (protegido) com 36 ovos que eclodem entre 50 a 55 dias. ?Tempo de vida – 1 a 4 anos dependendo das condições ambientais. BLATELLA GERMÂNICA: Também chamada de Alemanzinha ou Paulistinha. Barata pequena , geralmente tem sua concentração na cozinha; ela não é filhote, é uma espécie ? mede de 1,2 a 1,6 cm. As fêmeas carregam um estojo de ovos (ooteca) até quase o momento da eclosão. Contendo de 36 a 44 novas baratinhas, eclodem num período de 15 a 28 dias. Devido ao seu pequeno tamanho, se alojam em minúsculas frestas, tornando-se extremamente prolíferas. Tempo de vida – 100 dias a 1 ano, dependendo das condições ambientais.